domingo, 31 de maio de 2009

pontos finais... ou novos começos


Logo eu que não entendia o mundo, comecei a sondar seus segredos insondáveis quando meus olhos viram o enredo da história. Não história separadas como em uma biblioteca de livros egoístas que falam cada um de si, implorando por clemência para que suas verdades medíocres se façam conhecidas. Já fui um livro egoísta. Egoísta e incoerente. Não pela falta de coesão nem por todos esses problemas gramaticais, mas por não reconhecer que são esses os volumes que usam, na falta de conserto, em mesas balançantes. Livros egoístas que não têm histórias completas. Suas páginas estão lá. Todas elas. Mas o que são se outras páginas não contam sua história? Livros altruístas são lidos. Emprestados, não daqueles na estante, completamente empoeirados, pelas traças devorados. Bons livros não tem um mundo próprio, como contos irreais em que heróis e princesas são tão imaginários quanto suas verdades gritando para que sejam ouvidas, mas que aos ouvidos de leitores sensatos não passam de mentiras ruidosas, sem sentido. Livros, livres, enfim, são os que se libertam por se reconhecer além da individualidade vulgar e encontrar em seus pares a continuação de sua história.


"Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo.
Você me veio
como um sonho bom.
E me assustei
Não sou perfeito.

Eu não esqueço
A riqueza que nós temos.
Ninguém consegue perceber.
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito,
Tive medo
E não consegui dormir.
(Teatro dos Vampiros - R.M.J.)

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